Birding out my way
while mirrors are sea-skies
birding to grow to this world
that swims out space
in the blue-green-neon-wave
out the stars.
And you know my heart.
It is birding, maybe, over Mercury
seeking midnight sun harbour to hide itself.
R.Braga Herculano.
sábado, 17 de janeiro de 2009
MINHA VIA-LÁCTEA
Mundo carrossel
alegre-triste-alegre-triste
a tempestade nunca pára
ela só se deslocou para quem sabe
a anos-luz daqui, mas regressará.
E no regresso os loucos nunca pasmam
quanto os mortos debruçados na janela
os vivos se soltaram pelo Universo
dormiram hoje em outra galáxia.
Dor,devaneiro, febre, confissões
tantos em meio à noite engolidora de corações
e eu fico aqui
só
a olhar os espirros de estrelas (de)cadentes.
R.Braga Herculano.
alegre-triste-alegre-triste
a tempestade nunca pára
ela só se deslocou para quem sabe
a anos-luz daqui, mas regressará.
E no regresso os loucos nunca pasmam
quanto os mortos debruçados na janela
os vivos se soltaram pelo Universo
dormiram hoje em outra galáxia.
Dor,devaneiro, febre, confissões
tantos em meio à noite engolidora de corações
e eu fico aqui
só
a olhar os espirros de estrelas (de)cadentes.
R.Braga Herculano.
A VIDA É PÉTREA
"A vida é pétrea" - você me diz.
me impregna aos olhos
cemitérios
pois só lá que vivem os anjos
e ainda estes são apenas mármore.
Anjos de olhos duros
destituídos de misericórdia
e os que estão ali inertes
deixam esse "todo" secos, como os tais.
"Os dias têm sido claros, mas tudo é tão mórbido!" - você me diz.
saiba que vivo de esperar
umas outras quinze tempestades, pois.
"A vida é pétrea" - você me diz.
enquanto cai a noite
Essa, por ser pano de fundo
de pessoas parecendo árvores
e árvores não sairão de lá mesmo.
Ao menos que como cruzes
tais as de nossas costas.
R.Braga Herculano.
para Vana, uma amiga minha.
me impregna aos olhos
cemitérios
pois só lá que vivem os anjos
e ainda estes são apenas mármore.
Anjos de olhos duros
destituídos de misericórdia
e os que estão ali inertes
deixam esse "todo" secos, como os tais.
"Os dias têm sido claros, mas tudo é tão mórbido!" - você me diz.
saiba que vivo de esperar
umas outras quinze tempestades, pois.
"A vida é pétrea" - você me diz.
enquanto cai a noite
Essa, por ser pano de fundo
de pessoas parecendo árvores
e árvores não sairão de lá mesmo.
Ao menos que como cruzes
tais as de nossas costas.
R.Braga Herculano.
para Vana, uma amiga minha.
NOTURNO
Todos riem afogados no cálice de querosene
o querosene era o sangue dos maquinistas
mas as máquinas são elétricas
e a eletricidade era o rebento das caldeiras.
Todos presentes na sala de jantar
todos presentes na sala de espera
corpos estão presentes nos frigoríficos
e velas apagadas me soam como varais despidos
que soam como terços sem cruzes.
Na aleatoriedade da madrugada
alguém ao dizer amém faz chover cinzas
e uma criança chora como riffs de guitarra suja.
Alguém golpeia a porta
e o céu engole todos os pássaros negros com falanges nos bicos.
Todos ficam calados.
Todos ficam calados
o da voz de harpa
foi engolido por um daguerreótipo e ficou preso num tempo em traças.
Pilhas de daguerreótipos borboleteam janela afora
graças ao ciclone.
O ciclone cheirava a Freon 12
a geladeira tinha seus compressores estourados.
Corpos estão presentes nos frigoríficos
agora seguem vazando
ao chão rumo às frestas das portas.
R.Braga Herculano.
o querosene era o sangue dos maquinistas
mas as máquinas são elétricas
e a eletricidade era o rebento das caldeiras.
Todos presentes na sala de jantar
todos presentes na sala de espera
corpos estão presentes nos frigoríficos
e velas apagadas me soam como varais despidos
que soam como terços sem cruzes.
Na aleatoriedade da madrugada
alguém ao dizer amém faz chover cinzas
e uma criança chora como riffs de guitarra suja.
Alguém golpeia a porta
e o céu engole todos os pássaros negros com falanges nos bicos.
Todos ficam calados.
Todos ficam calados
o da voz de harpa
foi engolido por um daguerreótipo e ficou preso num tempo em traças.
Pilhas de daguerreótipos borboleteam janela afora
graças ao ciclone.
O ciclone cheirava a Freon 12
a geladeira tinha seus compressores estourados.
Corpos estão presentes nos frigoríficos
agora seguem vazando
ao chão rumo às frestas das portas.
R.Braga Herculano.
domingo, 21 de dezembro de 2008
MAIS DAS TURVAS
Me perder nas ilusivas luzes da certeza
engolir seus filamentos quase invisíveis
não tão quanto a bolha vitrificada da clareza
que ao se turvar me desbrilha entre os incompreensíveis.
Eu no além das circunstâncias todas do então
me destôo no último vagão sem partir
e me desplugo de razões, sou coração
mantramente chato me repetem : a falir, a falir, a falir.
Que falavam aquele um, a meia dúzia e outros mil?
meus ouvidos pesam surdamente com desverdades
e os rompantes ribombados celestes abafam minha voz vil
a latejar em meus sonhos pondo-me à margem da sanidade.
Tenho a certeza de enlouquecer
mas não pedirei ajuda
pois necessito assim sobreviver.
Enfim, os labirintos me saúdam.
R.Braga Herculano.
engolir seus filamentos quase invisíveis
não tão quanto a bolha vitrificada da clareza
que ao se turvar me desbrilha entre os incompreensíveis.
Eu no além das circunstâncias todas do então
me destôo no último vagão sem partir
e me desplugo de razões, sou coração
mantramente chato me repetem : a falir, a falir, a falir.
Que falavam aquele um, a meia dúzia e outros mil?
meus ouvidos pesam surdamente com desverdades
e os rompantes ribombados celestes abafam minha voz vil
a latejar em meus sonhos pondo-me à margem da sanidade.
Tenho a certeza de enlouquecer
mas não pedirei ajuda
pois necessito assim sobreviver.
Enfim, os labirintos me saúdam.
R.Braga Herculano.
TERMINAL
Aquele homem que olha serenamente o mar
não me lembra nem um pouco o demônio da noite passada.
Etilizado com um ódio de si mesmo
a tal ponto
de odiar a tudo e todos.
E hurricaneado torce os ventos como centrífuga,
que pavor, meu Deus!
Como um bicho devorou aqueles dois ramalhetes
que você havia mandado e
restituiu os espinhos com vinho e gosma.
Pelo caminho se cortou a sangue frio
viscoseando as trilhas do abismo
que é o final da rua.
Pela traquéia suja
fumaça da amplidão
ou filamentos de óleo diesel
misturados a suor e estrada de chão.
Deve ter ido longe até se encontrar
num rancho de almas perdidas
ou então
se perdeu até tentar encontrar alguém.
Ele desceu a fim
de engolir o azul
e agora pára assim sem mais nem menos.
E eis que o areal seja o mais tortuoso de todos os seus leitos
e por enquanto, todos despercebidos agora
pra se cumprir
o inevitável talvez...
R.Braga Herculano.
não me lembra nem um pouco o demônio da noite passada.
Etilizado com um ódio de si mesmo
a tal ponto
de odiar a tudo e todos.
E hurricaneado torce os ventos como centrífuga,
que pavor, meu Deus!
Como um bicho devorou aqueles dois ramalhetes
que você havia mandado e
restituiu os espinhos com vinho e gosma.
Pelo caminho se cortou a sangue frio
viscoseando as trilhas do abismo
que é o final da rua.
Pela traquéia suja
fumaça da amplidão
ou filamentos de óleo diesel
misturados a suor e estrada de chão.
Deve ter ido longe até se encontrar
num rancho de almas perdidas
ou então
se perdeu até tentar encontrar alguém.
Ele desceu a fim
de engolir o azul
e agora pára assim sem mais nem menos.
E eis que o areal seja o mais tortuoso de todos os seus leitos
e por enquanto, todos despercebidos agora
pra se cumprir
o inevitável talvez...
R.Braga Herculano.
CONTEMPLANDO...
Como eu amo
esse quê de alarde
que invade teu duro sono...
Nem parece que tu morreste!
Como eu amo ser invadido
pelo profundo sentimento teu
de desprender-se do amargor que é a vida.
Na rigidez da tua face
o doce mistério do lado de lá ainda perturba
ou me instiga.
Mas me enlodarei porque os cronômetros me são
ainda oxidantes
você fica.
Eu bebo a tua paz assim
mesmo que sinta-me teu órfão
e que teus abraços agora são pros deuses que tu crês.
R.Braga Herculano.
esse quê de alarde
que invade teu duro sono...
Nem parece que tu morreste!
Como eu amo ser invadido
pelo profundo sentimento teu
de desprender-se do amargor que é a vida.
Na rigidez da tua face
o doce mistério do lado de lá ainda perturba
ou me instiga.
Mas me enlodarei porque os cronômetros me são
ainda oxidantes
você fica.
Eu bebo a tua paz assim
mesmo que sinta-me teu órfão
e que teus abraços agora são pros deuses que tu crês.
R.Braga Herculano.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
7:45 p.m.
Sufocado com a opacidade das cortinas grenás
em meio a luz de velas que deixam
a casa cheirando a cruzeiro - lágrimas de cera
velando minha cara tétrica.
Velando a amargura de cadeiras vazias
parecem esqueletos.
É esse o jantar dos solitários- velório todos os dias.
Velório da esperança- pra variar.
R. Braga Herculano.
em meio a luz de velas que deixam
a casa cheirando a cruzeiro - lágrimas de cera
velando minha cara tétrica.
Velando a amargura de cadeiras vazias
parecem esqueletos.
É esse o jantar dos solitários- velório todos os dias.
Velório da esperança- pra variar.
R. Braga Herculano.
SFUMATO II
Tentei sonhar com você
mas o que vi na noite passada foi só fumaça
que me dizia:
-Infelizmente você precisa acordar. Agora
dê o seu goodbye para as estrelas.
R.Braga Herculano.
mas o que vi na noite passada foi só fumaça
que me dizia:
-Infelizmente você precisa acordar. Agora
dê o seu goodbye para as estrelas.
R.Braga Herculano.
HELLO HEAVEN
Hello Hello Heaven
Cansei de porrar a porta do céu
Descerei as escadas pra tomar meu rumo
Ao fim do meu mundo
Mas antes eu quero
Desengomar os seus mistérios
Como se fossem
Tangerinas.
R.Braga Herculano.
Cansei de porrar a porta do céu
Descerei as escadas pra tomar meu rumo
Ao fim do meu mundo
Mas antes eu quero
Desengomar os seus mistérios
Como se fossem
Tangerinas.
R.Braga Herculano.
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