quinta-feira, 19 de junho de 2008

NASKIĜI REE

Vivo Lêgera
Animo de plumo.
Plumbo de aero
Acido de larmo
Spasmo de vulkano
Birdo de fajro
Libera de tenebroj fridaj.

Naskiĝi ree
Dank'al eterneco.
ĝis la morto mortas!

Floroj Lotus sur la
Estrobo sur la teleskopo
Tra la steloj
Balas kun petaloj
Vanishenti sur la spaco.
Anhelianta horizontoj.

Naskiĝi ree
Dank'al eterneco.
ĝis la morto mortas!

Mandala multikoloraĵo
Lumo de fido multikoloraĵo
ĝardenoj estrobas tagoj kaj vesperoj
Inter ĝangaloj cindroj
freŝa helaĵo sur la ĉielo
mi profundas sur la nuboj.

Ebria de espero
Revo bono dirite!

Naskiĝi ree
Dank'al eterneco.
ĝis la morto mortas!

La morto mortas por la eterna vivo,
Amen.

R.Braga Herculano.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

ainda sem título

I
do mar
leve eu vi a onda levar o ontem e trazer
o sonho e
passou
a brisa zoou
nossos destinos com
cheiro de sal
e vista pro sol.

pó de areia no meio
da sala
sob lustres e sobre o chão
varro o tapete
e o topo do céu
com
seus cílios.

II
de rede e ócio
o fácil é viver
quando se ri sempre
quando se vê
espelhos polidos
batendo na janela aberta.

III
gaivotas ou asa-deltas?
em bando como aviões
de guerra
mas dançam no firmamento
templo e
relento o anti-horizonte
o que minimiza
o homem
enche um coração poeta.


R.Braga Herculano.

APENAS UM POEMA

Essa pode ser uma não-visceral
mas é do coração que escrevo tal
não vou me preocupar com forma e cor
o amor pelo desconhecido vai me acompanhar.

Tem sempre sol,
penumbra e confusões
profusas e difusivos escarros ou jactos de "???"
os tantos de xis e ípsilons
às vezes me cansam
quando quero entender essa teia.

Dactilografa a plenitude do seu segundo agora
quero ver você fugir do da da da da da
E seus sinais calidoscópicos

Verde
Amarelo
Vermelho
Rosa
Vermelho
Laranja

Há luzes te parando e te fazendo seguir.
Cuidado com o que dizes e o que pensa
ou com o tempo que vanishea p'rá ares e coisa além
palavras são moldáveis
coisa-com-coisa e coisa e tal
pior é quando o complexo leva o tudo pro nada.

Não seja uma qualquer anticabeça de pescoços e braços nus
imaginando o amanhã borrado numa abreugrafia
ou num daguerreótipo em traças
ou numa carta não terminada.
pior é quando o complexo leva o tudo pro nada.

Você olhará pra si
E ver seu mundo tão mundo de todos também

E o tanto de tempo enralado...

Depois não culpe a vanguarda.


R.Braga Herculano

quarta-feira, 28 de maio de 2008

WORK SURE

Work sure the clock work sure the sun
work sure your day and your noon
posterity over mars?
posterity over bars?

Work sure trips and the road
work sure the magic and the toad
work sure the lake and the princess
work sure the fire and the phoenix.

Here lays my "ieri"
I've change my shell
I've change my ton-sur-ton
My titanium bones.

Rest in peace Rod
Rest in peace Old Rod.

Work sure blood the ice man
work sure seed to the nude land
work sure the vote in the nine nine
work sure your heart to your friends.

God gaves to you a new you to you a new you to you a new you to you...

Free it yourself to the now
Free it yourself and follow the vows.

Mr. Lambach brothersoul
friend of mine
friend of my lines
written yeah
helped my light to his blue lighted eyes.

I want to live the visceral life words.

Words to say
words to pray
words to joke
words to work.

Work the clock work the sun
work the day and the noon
posterity over mars?
posterity over bars?

Work sure beat on the drums
Work sure the garden on dreams
Work sure road to the tramps
Work sure chance to the light sun.

Rebirth an "?" slidin' in space
dig the sky.

R.Braga Herculano.

Copyright (c)2008, written in 2007 by R.Braga Herculano.
by the Book "Clear Hours Vapour".

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ANTENA

Driblando espaços e campos
deslizando por distâncias
seus raios não vêem
mas vêem movimentos e mundos e mundos e mundos.

Suas ondas tampouco
e elas ecoam e espalham sons e sons e sons.

Os trovões, as canções e os rumores
tudo é alinhado
parabolizado
ondulado.

E os laços se atam sobre o mundo
alma da bola de cristal
e eu, antiglobo
sou mínimo diante tudo ou tanta coisa.

R.Braga Herculano.

VISITA

Chove fino, vespertino e grosso ar plúmbeo
eu vejo a velha casa coberta de limo
à sua volta, tapetes secos de folhas sem-graça

É o quintal por varrer.

Alma penada, perdida
é um velho branco quase trasparente, quase azul, cesiano.

Alma penada
pesada
mente
pesadamente viva.

Decadências
cadeados
e pianos com teclados frouxos
seus dentes são de um dessorriso.

Soprando palavras e estendendo a mão
os trincos podres se estalam e retalham por frieza
o teto e o chão.

Estilhaços de amianto
assim me parece o seu futuro.

Pegue minha mão e venha
fugir da decrepitude
tome essa atitude
não se misture aos barbitúricos
não se entregue em vão aos atos cirúrgicos
não tente agora ser litúrgico, a morte é o fim da missa.

Apresse
a prece.



R.Braga Herculano.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

U.W.O.

word wort word wort word wort word wort

um feixe de letras só se torna palavra
quando se diz o que se sente
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
onomatopéiacentopéia kafkiana
samseada
acordou emitindo um esperanto diferente.

quase que comichões nos ouvidos
ou ruídos e estalos longplayanos,
lareiras e camas capengas.
insistente
insônia
que com o sol esbofeteia quem quarteia então.

inconsciente
subconsciente
se balbucia
quem vai entender?

línguas de açoite, canções de pesadelo, vestígios de escritos
analise
explique por favor, ô Freud!

enquanto aos micos de espaço,
vertiginosos trabalhos de sysyphus (?)
what is ummagumma?
e os sinos doidos, ô Pink Floyd?

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....


R.Braga Herculano.

quinta-feira, 27 de março de 2008

ÉPICO

Sobre chãos incessantes de terra batida
eu deságuo suor e desespero
sinto o peso de um céu como se fossem sete.
mãos calejadas, ferramentas tão roídas quanto a minha cara.

Mas eu teimo
porque quem teima vive mais e enterra seus desafetos.

Eu vegeto ou devaneio?
pois não morro e ainda quero chegar onde desconheço.

Eu cresço dentro de mim
quando o sol quer me engolir
ele é dono de toda luz
mas nunca vai torrar nosso modo de olhar a vida.

Ainda que torre as nossas horas.

R.Braga Herculano.

domingo, 16 de março de 2008

AOS “GRANDES”

Homens normais, mas

Líderes tiranos ou mestres boçais

De ciências ultrapassadas

Ou então nossos pais

De olhos vendados para o novo

Vão ficando pra trás

E como vão manter o posto?

Gestores bestiais

Monges-executivos em

Fábricas-templos-minas

De deuses predadores de carne humana

Os mesmos de outros germinais

Os grisus doparão o mundo ao descaso?

Cuspir na cara em vez de “heil”

Nove nove para presidente.

Abriram escolas e puteiros

Igrejas-nazi-universais

Há um além só de dinheiro.

Vêem-se senhores da Terra mas

São irmãos da loucura

Ou os pais da mentira

Vivendo essa ditadura da falsa democracia.

R.Braga Herculano.

sexta-feira, 14 de março de 2008

SHE LEFT ME BEHIND

Deixe a sala escura assim como está.
Não esqueça de me deixar só
Eu quero a companhia de sombras e penumbras mal formadas pelas frestas das janelas.
O dia jamais nascerá aqui enquanto eu estiver.

A linha do tempo
quero ver correr com os fios enevoados tabagistas.
Ouvir
só os estalos do teto e o blues estalados de velhos.
1977
1980
2008
O tempo é uma linha imensa
e ainda fez o favor de levá-la embora.

R.Braga Herculano